O Prêmio Jabuti 2026, uma das mais respeitadas homenagens à literatura brasileira, anunciou os seus ganhadores nesta terça-feira (27). Sob a batuta de Ruy Castro, que conquistou o título de Livro do Ano com “Trincheira Tropical: A Segunda Guerra Mundial no Rio”, a cerimônia destacou obras que refletem a diversidade e a riqueza da produção literária nacional. Este é o segundo ano consecutivo em que Castro é agraciado com o prêmio máximo, tendo sido reconhecido anteriormente por “O Ouvidor do Brasil: 99 vezes Tom Jobim”.
Uma das novidades desta edição foi a inclusão da categoria “Incentivo à Leitura – Cultura Digital”, que reconheceu influenciadores digitais pelo seu papel em promover a leitura entre os jovens. A premiação também prestou homenagem a obras significativas como “Abdias, Intérprete do Brasil: Textos sobre Raça e Cultura Brasileira de 1940 a 1990”, organizado por Tulio Custódio, e “Meridiana”, de Eliana Alves Cruz, ambos amplamente reconhecidos pelo seu impacto cultural.
Os vencedores nas diversas categorias são um reflexo da pluralidade literária do Brasil. Entre os destaques estão:
Livro do Ano: “Trincheira Tropical: A Segunda Guerra Mundial no Rio” (Companhia das Letras)
Educação: “Como Conversar com Crianças sobre Racismo e Diversidade”, de Manuel Alves de Sousa Junior (Schreiben)
Saúde e Bem-Estar: “A Paixão pela Mentira: A Família e as Tiranias”, de Paulo Schiller (Todavia)
Negócios: “Não se Esqueça!: 50 Memorandos sobre Gestão e Liderança com Propósito, Comprometimento e Proatividade”, de Mario Sergio Cortella (Record)
Economia Criativa: “A (R)Evolução das Habilidades para o Futuro do Trabalho na Era da Inteligência Artificial”, de Martha Gabriel (Senac São Paulo)
Artes: “Abdias, Intérprete do Brasil: Textos sobre Raça e Cultura Brasileira de 1940 a 1990” (Todavia)
Literatura: “Trincheira Tropical: A Segunda Guerra Mundial no Rio”, de Ruy Castro (Companhia das Letras)
Poesia: “Boris e Marina”, de Alberto Martins (Companhia das Letras)
Infantil: “A Letra”, de Leo Cunha e Raquel Matsushita (Maralto)
Juvenil: “A Única da Sala”, de Tathyana Viana (FTD)
História em Quadrinho: “Ouroboros”, de Luckas Iohanathan (Comix Zone)
Poesia (estreante): “História a que Ninguém Deu Nome”, de Juliana Cajives (Mormaço Editorial)
Romance (estreante): “Pitangas Verdes”, de Mariana Lobato Botter (Labrador)
Conto: “Massaranduba”, de Abáz (Senac Rio)
Crônica: “Viagem no País da Crônica”, de Humberto Werneck (Tinta da-China Brasil)
Romance de Entretenimento: “Cartografia para Caminhos Incertos”, de Ian Fraser (Intrínseca)
Romance Literário: “Meridiana”, de Eliana Alves Cruz (Companhia das Letras)
Outras categorias também foram premiadas, incluindo inovações como o “Incentivo à leitura – projeto”, que destacou o projeto “Cartovivências nas Periferias da Cidade”, e o “Livro brasileiro publicado no exterior”, que premiou “Os Substitutos” (Companhia das Letras, Métailié).
Com um total de 23 categorias, o Prêmio Jabuti segue reafirmando sua relevância no cenário literário nacional, celebrando a criatividade e a inovação que permeiam a literatura brasileira contemporânea.
Crédito da imagem: Imagem usada para divulgação do 68º Prêmio Jabuti, de 2026



