Após a recente derrota nas urnas, Flávio Bolsonaro, do PL, se viu em um cenário marcado não apenas pela política, mas também pela música que embala as campanhas eleitorais. No domingo, dia 25 de outubro, o Spotify divulgou uma lista das canções mais tocadas no Brasil, onde seis delas eram claramente direcionadas ao apoio do candidato ou críticas ao presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva.
Com a vitória do petista no segundo turno das eleições de 2026, as músicas associadas à sua campanha e à oposição chamaram atenção. Juntas, as seis faixas do espectro político da direita acumularam impressionantes cinco milhões de reproduções. O funk, em especial, se destacou entre os jovens, com letras adaptadas que promoviam Flávio Bolsonaro e zombavam do rival.
Um dos hits que se destacou foi “Quem ficar parado é petista disfarçado”, que se tornou um verdadeiro grito de guerra nas manifestações. Flávio chegou a dançar em cima de um trio elétrico durante sua campanha, junto a aliados, consolidando a conexão entre a música e a mobilização política.
Dentro das 200 músicas mais ouvidas, três faixas que fazem referência ao embate eleitoral se destacaram: “Solinho do PT”, “Tropa do Capitão” e “Funk Nikolas Ferreira”. As composições foram criadas por Filipe Pinheiro e Ismael Brazzao, da Prismah, uma empresa que já ganhou notoriedade por seus jingles políticos. Curiosamente, Pinheiro também é conhecido por sua carreira no sertanejo.
Por outro lado, a presença de músicas ligadas à esquerda foi tímida. No top 50 do Spotify, apenas uma canção, “Vai Dar PT”, de Us Magrão e DJ Magno, fez alusão ao lado vitorioso da política, ocupando a 49ª posição. Essa música, que também já havia se destacado na campanha de 2022, ilustra a capacidade de um tema musical se perpetuar nas disputas eleitorais.
Além disso, a lista das 200 músicas mais tocadas ainda inclui faixas que viralizaram durante a campanha, como “Tariflavio Bolsomaster”, e clássicos que reverberam a luta da esquerda, como “Apesar de Você”, de Chico Buarque. O contraste entre as canções reflete não apenas a polarização política, mas também o papel da música como ferramenta de expressão e mobilização no cenário brasileiro.



