Oswaldo Montenegro, um dos ícones da música popular brasileira, demonstra que sua veia artística continua pulsante aos 70 anos. Com um ritmo impressionante de lançamentos, o cantor e compositor traz ao público “Serenata”, seu mais novo álbum, disponibilizado na última sexta-feira, 23 de outubro. Este trabalho é uma celebração intimista, onde a simplicidade do piano se une à profundidade de sua voz.
O disco é um convite a revisitar clássicos de seu repertório e a explorar composições de outros grandes nomes da música, como Chico Buarque e Dolores Duran. Montenegro faz uma releitura delicada de “Valsinha”, uma parceria de Buarque com Vinicius de Moraes, e emociona ao interpretar “A noite do meu bem”, uma das obras-primas de Duran. O artista se apresenta apenas ao piano, criando um ambiente acolhedor e pessoal.
Antes do lançamento do álbum, Montenegro já havia aquecido os ânimos dos fãs com o single “Como se estivesse fora”, lançado em 16 de outubro, que é uma colaboração com o saudoso compositor Mongol. “Serenata” não se limita a regravações; ele também traz faixas que refletem a evolução de sua carreira, incluindo sucessos como “Lua e flor” e “Agonia”, que evidenciam a riqueza de sua trajetória.
Além das reinterpretações, o álbum conta com composições mais recentes, como “Luzes acesas”, fruto de uma nova parceria com Raimundo Fagner, e a clássica “Rasura”. Com 15 faixas que abrangem diferentes fases de sua carreira, “Serenata” reafirma a relevância de Montenegro na música brasileira contemporânea e seu compromisso em manter viva a tradição da canção de qualidade.



