Um desdobramento preocupante envolvendo o rapper Eminem veio à tona, após um ex-funcionário do artista, Joseph Strange, de 48 anos, se declarar culpado por crimes de violação de direitos autorais. Strange, que trabalhou com Eminem de 2007 a 2021, tinha acesso privilegiado a materiais inéditos do rapper em um estúdio de gravação.
O ex-assistente confessou ter copiado e vendido ilegalmente mais de dez faixas em diferentes estágios de produção, gerando um lucro estimado em cerca de US$ 50 mil. As vendas ocorreram entre julho e agosto de 2024, e as músicas vazadas rapidamente foram disponibilizadas em plataformas de streaming, acumulando mais de 8 milhões de acessos até novembro de 2025.
A gravidade da situação não se limita ao lucro obtido por Strange. O prejuízo total em decorrência da violação dos direitos autorais do rapper é calculado em pelo menos US$ 750 mil. O Departamento de Justiça dos EUA, juntamente com o FBI, enfatizou que o acusado traiu a confiança de Eminem ao explorar sua posição para lucrar com material que não estava destinado ao público.
Com a audiência de sentença marcada para 27 de janeiro de 2027, Strange enfrenta uma pena máxima de cinco anos de prisão, um reflexo da seriedade com que as autoridades tratam a violação de direitos autorais, especialmente no cenário da música, onde a proteção da propriedade intelectual é crucial para a sobrevivência dos artistas. A condenação deste ex-funcionário serve como um alerta sobre as consequências legais para aqueles que abusam de sua posição de confiança na indústria musical.



